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TRECHOS DOS TEXTOS
"Todo mundo deveria ter um arquiteto de estimação. Para entender os espaços vazios, os plenos, os que significam alguma coisa e, até, os desprovidos de qualquer significado./ E é disso que este livro trata: este livro trata da criação de espaços que transformem as nossas cidades e suas casas em algo melhor do que este cinza repetitivo, imposto como paisagem pela falta de imaginação e a onipresença da insensibilidade. / Daí a importância e a necessidade de termos, democraticamente, cada um de nós, o seu arquiteto de estimação. Quando nada – e já seria tudo – para criar lugares que precisamos e precisaremos, sempre, como cidadãos universais das aldeias que habitamos." Carlos Alenquer "Vendo e lendo neste livro: este texto, esta casa, este mercado, este teatro, este edifício, esta universidade, este comércio, estes powers lugares, este memorial, este bar; coisas destas pessoas e de outras - Luiz Carlos e Denise, Chico Xavier, Corpo, Londrina, Piau, Blumenau... não descrevo a arquitetura do Sylvio, entretanto aventuro-me no pretexto de sua ação arquitetônica e no texto do Cacá que, para além da profissão de arquitetos, me instigam vida e outras arquiteturas celebradas, inclusive rotineiramente no bar Via Cristina e no carnaval de Ouro Preto. Somos muitas mesas de bar e carnavais - estados de espírito possíveis em qualquer lugar, estabelecimento ou época do ano, por se tratar da tribuna do espírito livre pensar – essência dos arquitetos e dos amigos." Cláudio Listher Marques Bahia "O que preside a maioria dos projetos que se seguem é a compreensão do lugar e a instauração de diálogos entre ele e o objeto arquitetônico. Entenda-se “lugar” não apenas como o sítio físico, mas também como o contexto espacial, histórico e cultural que o envolve ou que por ele é sugerido. / Há vários modos de constituir-se esse diálogo. Um é contrapor-se ao existente e inaugurar o debate e a assimetria até alcançarmos um acordo de ordem mais elevada e complexa, como os que eu e meu amigo Sylvio almejamos ao redor da mesa de um bar, ao cair da tarde, seja para escapar da banalidade dominante, seja para submeter à prova as antigas certezas nossas e de nossos interlocutores e ver até que pontos elas resistem." Carlos Antônio Leite Brandão "Particularmente, devo confessar, comecei pelos croquis (tão abundantes nesse livro), com o esforço de não transformá-los em texturas, ampliando-os até explodirem na folha, ou cortá-los e sobrepô-los, até me acostumar com os projetos e decifrar melhor a seqüência das plantas, as fotos (nem sempre as melhores) mais significativas. / Operei sem censuras, mas também não completamente ingênuo. Alguns projetos conheço pessoalmente, ou os vejo por aqui em maquetes e plantas; de outros acompanhei alguns processos e os resultados que provocaram nos ânimos (telefonemas, viagens, serões noturnos). E, como não, alguns desenhos e conversas de bar, inclusas as outras presenças deste livro. / O resultado não é uma forma de ver a arquitetura, mas pretende contribuir para transmitir uma, aquela dos riscos e rabiscos que, se por acaso expandi demais e quase os transformei em textura, certamente falam por si só. Boa arquitetura." Marcelo Aragão de Podestá
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