Pampulha 13 – memória

OS PRECURSORES

Pampulha sempre esteve interessada nos arquitetos que começaram a dar uma feição à nova capital de Minas, em fins do século passado e começo deste. Dois exemplos deste interesse estão nas matérias “José de Magalhães – Arquiteto” e “Edgar Nascentes Coelho – Arquiteto”, uma coordenada por Jô Vasconcelos e texto de Martim Francisco Coelho de Andrada e outra escrita pela própria Jô.

Sobre José de Magalhães, a matéria esclarece; “Foi nomeado um quadro de pessoal e pela terceira divisão, que era o escritório técnico, cujo primeiro engenheiro era o Dr. Hermílio Alves, foi nomeado o engenheiro arquiteto José de Magalhães. Coube a ele organizar toda a parte relativa aos projetos de arquitetura da nova cidade, juntamente com outros arquitetos, entre eles o Dr. Edgar Nascentes Coelho. Numerosos foram os trabalhos deste arquiteto junto com seus colaboradores. Entre eles, destacam-se o Projeto da Estação Central (…), da Estação de General Carneiro (…), de casas de residências para agentes e engenheiros (…), de projetos complementares do Parque Municipal (o traçado é do arquiteto e paisagista Paul Villon), como Cassino, Restaurante, Coretos. pontes, observatório meteorológico, caramanchões (…)”.

 

Sobre Edgar Nascentes Coelho, Pampulha informa: “(…) nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro de 1853. Diplomado pela Escola de Belos Artes do Rio de Janeiro, exerceu no então Capital Federal, lugar de destaque na comissão de Melhoramentos do Material do Exército. Durante vários anos trabalhou no prolongamento da Central do Brasil. Em 1894 transferiu-se poro Belo Horizonte, integrando a Comissão Construtora da Nova Capital. Arquiteto e notável desenhista, executou vários projetos para o nova cidade (…), como o restaurante para o Parque Municipal (não construído), o Colégio Arnaldo, que foi projetado para um prédio de exposições permanentes, o prédio da Estação Ferroviária de Belo Horizonte (apenas o corpo central) e varias casas para operários”.

 

CULINÁRIA

empadão da vó geca

 

A Pampulha 7 (1982), trazia uma novidade: culinária. Esta seção surgiu depois de um texto do arquiteto Maurício Roberto, publicado na imprensa carioca, onde dizia que os arquitetos andavam tão sem serviço que estavam a abrir bares e restaurantes para complementar seu ganho ou permitir a suo sobrevivência. A primeira receita foi um empadão, o empadão da Dona Geca.

Dona Geca (Argelina Campos Emrich) uma goiana de raça, mãe, avó e bisavó de milhares de pessoas, vive em Rio Verde/GO. Pratos salgados e doces para ela não têm segredos, mas não aqueles pratos sofisticados com nomes impronunciáveis e sim os quindins, doces de goiaba, goiabada, de caju do campo, de mango (de cortar e de colher), geléias, leitoa, galinha, frango, pato, perdiz, lingüiça, chouriço, tortas etc… e o empadão que vamos lhe apresentar.

Para a mossa, 250g de farinha de trigo, ‘A concha de banho de porco, ‘A colher de sopa de manteiga, 2 ovos e Vi xícara de salmoura. Com a salmoura, umedecer a farinha e em seguida colocar os outros ingredientes. Amassar bem e deixar descansar por duos horas.

No recheio entra quase tudo: miolo de pão molhado no leite, ervilhas, batotas inglesas cozidos em pedaços, frango, azeitonas, queijo, palmito, lingüiça etc..

Cozinhar o frango e quando pronto desfiar e separar. Fritar a lingüiça sem deixar torrar; desencaroçar os azeitonas, picar o palmito e o queijo.

Abrir a mossa com o rolo, untar o forma (pirex) e forrar deixando sobrar umas beiradas. No fundo vai o miolo de pão molhado no leite e, por cima, o resto, tudo misturado. Regar com molho feito com o caldo de frango temperado a gosto (sal, salsa, cebola, pimenta, olho). Cobrir com o resto da massa e dobrar as pontinhas que sobraram, “costurando” as beiradas.

Passar uma gemo de ovo sobre a massa, forno quente e esperar assar.

“Comer. Sorrir. Dormir. Acordar, experimentar frio. Tôo bom quanto. Amanheceu, melhor ainda”.

 

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