Pampulha 13 – memória

 

GTO

A obra de GTO não é só inquietante. Ela é também perturbadora. Sua densidade expressiva, fortemente ligada à estética da arte popular, a tornou marcante e respeitada nos meios artísticos e fora dele. Para a revista Pampulha, GTO explica de onde vem tamanha inquietação.

Cada uma de suas peças, segundo ele, é a representação formal de seus sonhos – perturbadores e imperativos – que exigem dele a sua transformação em escultura. A fala simples do artista explica uma mitologia complexa e rica, como a do deus transmutado em indígena que ele, em sonho, viu ensinar a um povo de uma tribo os seus costumes.

 

Esculpir neste caso não é uma escolha, mas uma ordem interior a que GTO felizmente não pode escapar. Ao atender a ela, oferece a todos nós o trabalho de um artista fabuloso.

 

MARCOS COELHO BENJAMIN/BENJA 

 

 

Ao lado do já então vasto currículo de Marcos Coelho Benjamim, a Pampulha n° 3 publica uma grande nota sobre o artista:

Nascido em Nanuque/MG, em 1952, de formação autodidata, Benja traz, como referência inicial de seu desenho, a história em quadrinhos, a HQ. Como carinhosamente a ela se refere.

Vindo para Belo Horizonte em 1970, tomo contato com um universo novo e amplo, mixando da paixão pela HQ a formação e estudo dos mestres consagrados da arte. Neste período se dedico a uma produção intensa, participando de salões, formando grupos, produzindo cartuns e ilustrando diversas revistas, livros e jornais, como Pasquim, Revista do Homem, Estado de Minas etc.

Co-autor, nesta mesma época, das revistas de humor Meia-Solo, Humordoz. Uai, O Novo Humor do Pasquim, Antologia Brasileira de Humor, O Vapor e outras.

Benja trabalha em colaboração e ao lado de nomes como Gilberto Abreu, Roberto Wagner, Manfredo Souza Neto e Arlindo Daibert.

Seu desenho, de técnica apurada, traço marcante, critica fina e mordaz, frequentemente recebe o veto do censuro, e quanto mais censurado, mais Benja grita, e seu trabalho se torna uma resistência feroz e permanente, como atestam no seu currículo os principais percursos e participações em mostras de arte e desenho de humor.

Agora, quando iniciamos os oitenta, Benja se posiciona buscando uma ampliação de suo expressão através da pesquisa com materiais achados e catados diversos, construindo, com estes, quadros, objetos e desenhos cada vez mais ricos, conservando sempre seu humor crítico característico, porém de forma mais sutil, com todo o talento deste artista que é dos nossos maiores.

 

MÁRIO VALE

Nascido em BH, 6/12/48.
Estudou Direito (UCMG) e Artes Plásticas (FUMA).
Profissão: desenhista e artista gráfico.

mario vale

Trabalhos publicados na imprenso: Diário de Minas, Estado de Minas, Pasquim, revista Humordoz e diversas publicações locais e do interior. Trabalhou como ilustrador do Jornal do Shopping de BH. Desenhista de Cartões de Humor Requinte (Rio).

Trabalhou no Departamento de Comunicação da Fundação de Desenvolvimento Cooperativista, Fundec, tendo desenvolvido diversos trabalhos na área de educação rural (folhetos, revistas, áudio visual, cartazes etc.). Em seguida, a matéria traz as participações em exposições e salões de arte (coletivas).

 

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