Revista Vão Livre No.1

[EDITORIAL]

Os dicípulos de Gurdjieff acreditavam no máximo de esforço e privação mental, emocional e física como via de iluminação. Quem sabe por isso os pobres não são mais aqueles? Certo é que tem mais consciência de si mesmos que as outras classes, perdidas no devaneio de suas metáforas, iludidas e amaciadas pelo mel do conforto e do consumo. E como consomem! E como desperdiçam! Das sobras vive o grande herói brasileiro: o super-pobre. Com elas faz melhor para si que o governo consegue com verbas bem gordas. Gorduras? Talvez na panela do trabalhador houvesse mais benefício.

É essa a mensagem do pobre para os que sabem ler, e que andam tão assustados com a nova dominação moura, deixando-lhes antever a possibilidade da miséria. Melhor então que aprendam logo o que é viver à margem – uma alternativa para sobreviver mental, emocional e fisicamente lado a lado com o irmão fraticida, o Governo desgovernado e uma sociedade dissociada.

J.E.F.

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