Casa Sergio, Maria e meninos

ARQUITETO SYLVIO EMRICH DE PODESTÁ

COLABORAÇÃO PEDRO ARAGÃO DE PODESTÁ; MARCOS MASCARENHAS FRANCHINI (ESTAGIÁRIO)

LOCALIZAÇÃO CRUCILÂNDIA, MG

ÁREA DO ARAS 5200,00 M2

ÁREA DA CASA 580,00 M2

Localizado a dois quilômetros da cidade de Crucilândia, o local, uma elevação ao lado da estrada, de uma cachoeira e campo de futebol, foi o escolhido para a construção deste conjunto formado por casa do caseiro, garagem de caminhão e tratores, arenas, haras e casa principal.

Este conjunto já fazia parte do projeto de vida dos proprietários tanto que bem antes da arquitetura os platôs onde se localizariam cada elemento foram estabelecidos e implantados. Também os diversos viveiros para as galinhas, patos, cisnes, pavões, faisões tinham garantidos seu lugar. Represa, mini cascatas, lagos e as arenas para o desfile de mangalargas e burros. Desfiles garbosos mas também terapêuticos, utilizados pelo asilo local para estimular os internos com problemas motores e mentais.

Para a arquitetura, este processo já em andamento muitas vezes atrapalha a idéia geral de conjunto mas não aqui. Existia uma hierarquia de usos, acessos permitidos e vistas que vão formatando a subida até o ponto mais alto onde já se previa a construção da casa e claro, com as sonhadas vistas: daqui dá para ver Crucilândia; olhe o campinho lá em baixo e o rio ao lado; o barulho da cachoeira, o sol nascendo, a lua e a poeira do visitante.

Nos dois platôs que compõe o Haras, as arenas abaixo são resultados da experiência do proprietário e amigos bem como o dimensionamento correto das baias. A arquitetura ficou encarregada do projeto final do prédio das baias e apoios e da grande varanda/camarote onde se recebem visitantes e cavaleiros além dos idosos do asilo.

Como casa de bom mineiro, nas grandes mesas de angelim estão sempre prontos o café, biscoitos, pão de queijo, fumo de rolo e boa prosa. Ao fundo se assa a carne e por todos os cantos, placas com dizeres malandros típicos do matuto.

A casa, ainda em construção, é praticamente térrea no seu corpo principal. Uma suíte para o casal comanda a volumetria superior. Morro abaixo vão se ajustando vestiários, piscina/bar/deck e mais abaixo, sob a laje do bar/piscina, salão com sauna e jogos.

Construída parte de forma convencional, parte estruturada em eucaliptos roliços (como o haras), telhas e pisos cerâmicas, tudo simples e prático mas largo, alto e generoso como devem ser estas casas.

Com o tempo passando, com os jardins que já crescem por ali, com as pedras empilhadas dos muros se solidificando e com a natural cordialidade no receber dos proprietários, em pouco tempo esta paisagem modificada estará consolidada como parte do lugar.

Arquitetura e lugar, nada mais correto e aparentemente simples. Nada mais justo com estes pontos focais escolhidos para o lazer e morada.

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