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Livro Sylvio de Podestá: projetos recentes

AP Cultural | 2008 Os trabalhos mais recentes somam-se à projetos inéditos, mais antigos, para compôr o ùltimo livro do arquiteto Sylvio de Podestá, que através de desenhos, fotos, maquetes e textos retratam parte do seu trabalho nos últimos anos, executados ou em execução em várias cidades de Minas, Brasília, Goiás dentre outras. Os textos […]

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Desenho de Arquiteto I

Por linhas tortas O desenho do arquiteto é, antes de tudo, sua linguagem. Nele se expressa toda uma simbologia capaz de revelar a verdadeira natureza de seu trabalho. Defrontando-se com toda a diversidade do mundo que o circunda, o arquiteto é um artista que,  como o escultor e o pintor,aprende a codificar suas ideias por […]

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Casa Sergio, Maria e meninos

ARQUITETO SYLVIO EMRICH DE PODESTÁ COLABORAÇÃO PEDRO ARAGÃO DE PODESTÁ; MARCOS MASCARENHAS FRANCHINI (ESTAGIÁRIO) LOCALIZAÇÃO CRUCILÂNDIA, MG ÁREA DO ARAS 5200,00 M2 ÁREA DA CASA 580,00 M2 Localizado a dois quilômetros da cidade de Crucilândia, o local, uma elevação ao lado da estrada, de uma cachoeira e campo de futebol, foi o escolhido para a […]

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Casa Weyden e Ana Paula

Casas brancas e vidros verdes.
O que levou pessoas a terem casas com tipologia tão semelhante a alguns exemplares da arquitetura modernistas de décadas atrás, com composições abstratas, planos sucessivos, cheios e vazios, transparências, retículas e eventualmente a madeira envelhecida num claro contraste com a tecnologia do vidro e a lisura da alvenaria?
O que trouxe esta tipologia à tona após a clara aversão em tempos próximos aos seus projetos e sua radical substituição por estilos neocoloniais, mediterrâneos, chalés afrancesados e enxamels alemães numa espécie de confronto leigo a tirania da arquitetura dogmática vigente?

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TRT Sede Tribunal Regional do Trabalho

ARQUITETOS SYLVIO EMRICH DE PODESTÁ; HUMBERTO HERMETO PEDERCINI MARINHO; FERNANDO LARA; IGOR MACEDO COLABORAÇÃO CÁLCULO ESTRUTURAL HÉLIO CHUMBINHO LOCALIZAÇÃO GOIÂNIA, GO ÁREA DO TERRENO 450,00 M2 ÁREA DO PROJETO 2.380,00 M2 PRESENÇA E SOBRIEDADE Quando se discute a justiça no Brasil, são muitos e quase sempre conflitantes os argumentos. Mas apesar de todas as atribulações, […]

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Teatro de Londrina

ARQUITETOS SYLVIO EMRICH DE PODESTÁ; HUMBERTO HERMETO MARINHO; FERNANDO LARA; PEDRO ARAGÃO DE PODESTÁ COLABORAÇÃO ACÚSTICA RENATO CIPRIANO ORÇAMENTO PLANTE ENGENHARIA INCÊNDIO SEGURANÇA ENGENHARIA ESTRUTURAL HÉLIO CHUMBINHO CONSULTOR DE TEATRO PEDRO PEDERNEIRAS LOCALIZAÇÃO LONDRINA, PA CONCURSO PARA O TEATRO MUNICIPAL DE LONDRINA 3 x 2 = 5 O PROJETO PARA O TEATRO MUNICIPAL DE LONDRINA […]

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Sede da CAPES

A estratégia do projeto foi buscar um edifício que gerasse e estruturasse seu próprio espaço, da mesma forma que as ciências geram e estruturam seu próprio conhecimento.
Um edifício que resultasse principalmente do foco do programa, ou seja, a ênfase,no capital humano que irá usufruir desse espaço de trabalho, encontro e aprendizado.
O resultado formal de destaque ao usuário e suas interações cotidianas é a ocorrência de um pavimento principal elevado sobre quatro conjuntos de colunas servindo de suporte e circulação vertical permitindo total flexibilidade de uso e espaços internos, além de incentivar a máxima agilidade de organização interna dentro desse pavimento (a lâmina principal toma de empréstimo algumas das qualidades excepcionais da arquitetura moderna brasileira: a sombra e a transparência no uso correto das visadas e da luz). Destaca-se no caso a absoluta ausência de paredes fixas nas áreas de uso permanente, sustentada pelas vigas superiores por onde descem os núcleos de instalações sanitárias que, junto aos tirantes propriamente ditos, localizados de acordo com a malha de 8 x 8 m, sustentam a laje de piso. Enquanto as lajes de forro e piso formam o enquadramento da paisagem horizontal da escala da cidade (com vistas para o congresso até o lago Paranoá), a lâmina trabalha também de forma a sombrear e proporcionar um condicionamento natural para os espaços térreos.

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Mercado de Blumenau

A construção do novo Mercado de Blumenau vem complementar o conjunto formado pelo Galegão e pela Vila Germânica e, um pouco mais afastado, pelo Fórum, Parque Ramiro Ruediger e Terminal Proeb.
Complementar significa entender a sua importância no conjunto que ora se forma, evitando ser o principal protagonista e mais ainda, procurando não competir com os elementos alegóricos da Vila Germânica, necessários como cenário para a grande festa da cidade, a Octoberfest. Também não disputa com o grande porte do Galegão. Estabelece para si porte compatível com sua função coadjuvante, mas sem perder sua qualidade técnica e arquitetônica onde, elementos da compreensão regional como o uso da madeira e das energias alternativas e padrões internacionais de sustentabilidade, se mesclam na procura final de qualidade da arquitetura enquanto inserção urbana, objeto construído e aplicabilidade de soluções diversas, extrapolando estas preocupações e sugerindo antecipações de soluções que serão inevitáveis em um futuro bem próximo.

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Edifício Comercial e Residencial Pium-í

Inserção de um edifício a ser construído em terreno vizinho a uma residência com características únicas no que diz respeito a época, estilo e pretende, com sua forma de implantação responder às questões da preservação do que diz respeito a proximidade com a construção e ampliação da perspectiva do volume no sentido frente/fundos.
Orientados apenas pelos afastamento legais previstos de construção a construção em situações semelhantes diminuiriamos a possibilidade de leitura da volumetria principal da casa vizinha. De um lado prejudica a visão do observador vindo da rua principal e amplia para um fundo de construção vista que nos parece desprovida de valor arquitetônico.
Projetamos afastamentos sucessivos no sentido esquina/divisa, o que libera a volumetria realmente rica da casa e contribuem para a valorização do imóvel a ser preservado a partir desta ampliação da perspectiva urbana, deste olhar possível, seja como pedestre ou como motorista.

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Casa Cláudio e Jane

Uma casa meio fazenda meio cidade. Extenso programa, interiorizada a volta de um pátio central, espelho d’água e cascata. Muitos quartos e grandes espaços para a família numerosa e amigos.
Em alguns pontos altos pé direitos, outros, transparentes e outros acolhedores. Visadas se cruzam no caminhar das varandas internas, claustro. Ali também se aproveita da sombra e da intimidade. Nas noites, como nas casas árabes, recorta-se o pedaço de céu devido, privatizado.
Alguns pontos se abrem para rua do pequeno condomínio. É hora de cumprimentar os vizinhos e sentir o vento fresco chegar.

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Gráfica Rona

Acompanhar a trajetória da Rona desde os primeiros tempos, ainda quando fazíamos a Revista Pampulha, seu crescimento na segunda fase (leia-se Avenida Men de Sá) e agora, no Bairro Olhos D’água é desenhar um gráfico (sem o trocadilho óbvio) ascendente. A primeira reforma que fizemos em 1993, acrescentamos ao prédio existente uma racional estrutura pré-moldada, com sua ortogonalidade amenizada por brises metálicos curvos. Posteriormente a Rona atravessou a rua e foi se completar nos lotes disponíveis daquele outro lado, incorporando ao seu fazer fotolito e pré-impressão além de maior capacidade de expedição.
Esta divisão funcionou até o momento de se reprogramar, de projetar o crescimento e programar reservas para atender as demandas futuras. Exigiu novo espaço que atendesse a estas estratégias mas que se localizasse em área de fácil acesso, qualificada dentro das características da Rona e de seus clientes, publicitários, artistas, industriais, etc.

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Cidade do Avião

“O esboço do projeto da Cidade do Avião é uma proposta que reúne o sucesso de um ideal, transformado em realidade pelo esforço e dedicação de um punhado de oficiais da Força Aérea Brasileira, com um cuidadoso planejamento de consistências e coerências técnicas, sociais, culturais e financeiras. É também uma prova de uma grande coragem de conservar, recriar, ampliar e transformar um museu de sucesso em um empreendimento politicamente correto e avançado na concepção sócio ambiental. Mais do que isso, partindo de um ponto de referência de educação, cultura e lazer, pretende ser um polo de desenvolvimento e atrativo investimento para a iniciativa privada”.

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Memorial Chico Xavier

Este foi o primeiro contato do médium com o seu guia espiritual, Emmanuel, a quem o Brasil inteiro admira e respeita. Um vasto terreno denominado Capão, junto ao marco existente que relembra este primeiro encontro com Emmanuel, foi o escolhido para erigir o Memorial Chico Xavier.
Nada mais justo e preciso quando nos reportamos à descrição feita pelo Narrador em “Mandato de Amor”, página 30, União Espírita Mineira, BH, 1992:
“Nos fins de 1931, à tardinha, Chico Xavier orava sob uma árvore junto ao açude, pitoresco local na saída de Pedro Leopoldo, quando viu, à pequena distância, uma grande cruz luminosa. Pouco a pouco, dentre os raios que formava, surgiu alguém!…”

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Casa John John

Um grande terreno e inicialmente uma pequena casa de fim de semana que foi se modificando até uma ficar com o porte médio, com alguns anexos em andamento e hoje, com características de casa permanente, morada.
Cresceu, se esticou, ampliou balanços e equipamentos. Abriu quartos para visitas e se coloriu, meio Brasil, meio México. Misturou a massa rústica pintada com madeira de demolição, casqueiros no piso inferior e peroba nos quartos. Varandas e terraços, muitos, auxiliam as diversas visadas desta casa mirante, com vista para o pequeno vale, o lago da mineradora e a vizinhança plantada em terrenos montanhosos e de pouca vegetação. No auxílio, novamente a estratégia de uma longa fila de ipês amarelos marcando território (já devidamente plantados) e muito mais árvores, um mini bosque, mata e pomar, começam a mudar a lisa paisagem.

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Casa Sydney e Karla

Na época do projeto inicial intitulei esta casa de uma obra pós-Brasilia, fora dos cânones modernistas, dos concretões e também dos mediterranês e coloniosos. Discutíamos circulações, simetrias, materiais, texturas e cores.
“A cor existe” era nosso grito de guerra e a cor que lá utilizamos foi o vermelho goiaba, mistura feita in loco nos tempos que as mix machines não existiam por aqui.
Quando foi publicada no livro Sylvio E. de Podestá – CASAS em 2000 pela AP Cultural, fizemos um histórico destes primeiros momentos. Dizíamos das relações dela com o terreno/lago, como ela se abria para dentro (pátios e jardins) e sua inusitada fachada de rua praticamente cega, com um grande pórtico marcando dramaticamente o acesso principal, o piso que transpunha os limites e ia até o meio fio em cores variadas e aleatórias; das palmeiras em linha compondo com as empenas inclinadas, inspiração Kahniana.

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Allegro Pianobar

Se somos estatística e realisticamente urbanos, desaparece a formatação básica para se inserir um objeto em uma malha urbana canonísticamente falando, ou seja, não devastamos a terra,ou pelo menos não deveríamos, para que o novo possa se apresentar como o novo.
É claro que para alguns consagrados e alguns lugares oficiais, abrem-se espaços memoriais, em esplanadas oficiais, minas ou pontas de cabo branco, terras planas e altiplanas, lisinhas, para que grandes objetos tenham paz na sua solidão institucional.
Outros, mortais, convivem com apertos, bastando ver os brises spadonicos do novo prédio paulista que miram os antigos tijolos makenzianos (citado pelo batido das horas) ou pelo enterramento politicamente “providencial” do Teatro da Orquestra de Minas que se pretendia menos silencioso, mais arquitetura e menos adega, para citar apenas dois exemplos atuais.

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CBTU Metro BH

Sistemas de transportes urbanos como o metrô são visualmente percebidos nas cidades através de grandes interferências físicas, pelas suas estações aéreas e subterrâneas e pela presença constante de fluxos de pessoas em estações de integração, transferências e de distribuições de fluxos secundários.

Neste imenso complexo sempre em expansão, projetamos um pequeno edifício de apoio ã lavação dos vagões do metrô.

Implantado sobre uma caixa d’água subterrânea, suas funções (bombas, compressores, depósito, controle, caixa d’água e terraço) se localizam nos quatro pisos divididos em partes iguais por uma escada de acesso protegida por lâmina cimentícia curva que liga os dois lados do conjunto. Uma cobertura plana, ovóide, sombreia a última laje e serve de proteção ao segurança que ali controla parte da vigilância do setor.

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Casa Paulo e Tatiana

Este projeto tem um caso especial. Os proprietários namoraram o lote por tempos, e ali nos fundos do lote, lá no alto, um banquinho para perceberem vista, ventos, sol, Conceição lá embaixo e o construir sonho da casa. Ela veio desenhada em perspectivas e cheia de recomendações.
Tinha também alguns textos, poemas como o BAR, Chego sólido/Fico líquido/Fervo amor/Evaporo. Completas informações que transformei neste estudo. Parou por aí. Recebi uma escultura como tratamos como parte do trabalho e um texto de agradecimento e nunca mais encontrei estes meus clientes poetas/artistas. Ficou um meio vazio. Preciso ir a Conceição mato adentro.

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Sede Extra Engenharia

Como toda empresa em expansão cuidar bem da operação administrativa é fundamental. Este edifício além permitir a melhora desta função também acrescentaria uma imagem contemporânea a empresa que tem seu trabalho focado em edifícios administrativos e institucionais.
Os diversos croquis ilustram a procura formal.

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Condomínio Vertical Fazenda da Serra

Proposta para implantação de condomínio vertical com mix completo de moradias e lazer além de grande demanda de garagens, complementar ao Condomínio Fazenda da Serra, localizado na região da Pampulha e com grande oferta de áreas verdes.
Com baixa ocupação (máximo 20%) e a partir da sua privilegiada localização deveria ter características que o diferenciasse da oferta existente. dentre elas a privacidade, vista, lazer, áreas verdes, segurança, arquitetura e baixo custo operacional.
Finamente concebido pelo proprietário em todos seus itens, destaque para a importância que a arquitetura teria no conjunto como abordagem diferencial até então existente no mercado imobiliário.

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