Casa Sydney e Karla

ARQUITETO SYLVIO EMRICH DE PODESTÁ

LOCALIZAÇÃO BRASÍLIA, DF

PROJETO INICIAL 1981

ÁREA DO TERRENO 1.033,00 M2

ÁREA 380,00 M2

CONSTRUÇÃO 1982/83

1A. REFORMA 1996

ÁREA 450,00 M2

2A. REFORMA 2006

ÁREA 650,00 M2

CONSTRUÇÃO 2006/07

Na época do projeto inicial intitulei esta casa de uma obra pós-Brasilia, fora dos cânones modernistas, dos concretões e também dos mediterranês e coloniosos. Discutíamos circulações, simetrias, materiais, texturas e cores.
“A cor existe” era nosso grito de guerra e a cor que lá utilizamos foi o vermelho goiaba, mistura feita in loco nos tempos que as mix machines não existiam por aqui.
Quando foi publicada no livro Sylvio E. de Podestá – CASAS em 2000 pela AP Cultural, fizemos um histórico destes primeiros momentos. Dizíamos das relações dela com o terreno/lago, como ela se abria para dentro (pátios e jardins) e sua inusitada fachada de rua praticamente cega, com um grande pórtico marcando dramaticamente o acesso principal, o piso que transpunha os limites e ia até o meio fio em cores variadas e aleatórias; das palmeiras em linha compondo com as empenas inclinadas, inspiração Kahniana.

Hoje, concluída a segunda reforma/acréscimo, temos um projeto que mantêm a ideia básica e incorpora equipamentos atuais como os nominados home theater, espaço gourmet, suítes, elevador, novas varandas, bar da piscina, vestiários, etc. que se juntam aos outros anteriormente projetados. Os espaços de uso se ampliam, também garagens e serviços.

E assim a casa passa a atender aos tempos de netinhos sem esquecer os amigos. Casa é assim. Nasce com o casal, com os filhos pequenos, depois adolescentes e mais a frente, casados. Mudam e voltam trazendo a alegria da nova turma, da meninada que usa novamente a piscina um pouco esquecida, o campinho, subir e descer no elevador, dormir no quarto novo, conhecer o funcionamento das novas janelas e portas agora mais atuais e transparentes.
A cor está um pouco mais desbotada, próximo do salmão que se dá bem com o verde que está cada dia mais exuberante. O jatobá está imenso e sombreia a varanda no sol noroeste. As palmeiras continuam por lá marcantes, verticais.
Casa com cheiro de nova.

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